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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

As formas do saber

A entrevista com o filósofo francês Piérre Lévy (teórico da cibercultura), realizada pelo jornalista Florestan Fernandes Jr, está disponibilizada em 04 vídeos no You Tube. O diálogo aborda desde a Revolução Científica e Tecnológica e envereda-se pelas transformações na vida, nas atividades e nas relações humanas em uma linguagem clara e repleta de exemplos por meio dos quais Piérre Lévy apresenta os pressupostos que fundamentam seu pensamento filosófico sobre a Cibercultura.
Os vídeos são excelentes pontos de partida para a leitura dos textos de Piérre Lévy e para a proposição de discussões sobre a Cibercultura em confronto com as formulações de outros teóricos que discordam da perspectiva otimista desse filósofo francês.


domingo, 17 de julho de 2011

As redes sociais como campo de estudo

As redes sociais tem se tornando campo de estudo para as Ciências Humanas e Sociais. Aumenta gradativamente o número de pesquisadores interessados em investigar os problemas que emergem dos agenciamentos humanos ocorridos nas redes sociais. A educação também tem buscado a proposição de problemas correlatos ao ensino e à aprendizagem mediados pelas tecnologias digitais. A relevância destas pesquisas pode ser justificada por números apresentados e por estatísticas diversas que mostram o crescimento exponencial da rede virtual em termos de usuários, serviços, páginas, blogs e perfis que surgem sem parar.
Mais que impressionar-se com o movimento da cultura digital em curso na sociedade contemporânea, os pesquisadores da Educação precisam aproximar-se desse fenômeno para desvelar suas implicações para a cognição humana e para o modo como social e institucionalmente realizamos os processos educativos.
Volto a lembrar, que estudar as tecnologias digitais em Educação não consiste apenas na afirmação do óbvio ou na reprodução de proposições recorrentes sobre o cárater impositivo do processo de tecnologização da sociedade, sobre as sempre exaltadas benéfices das tecnologias, ou ainda, sobre a inevitável "adaptação da escola". Ancorada em perspectivas teóricas críticas das tecnologias digitais, inquieto-me por questões mais profundas que tenham relação com aquilo que não se mostra tão facilmente e que, embora presente, permanece desconhecido.
Para quem também se interessa pelo estudo das redes sociais, seguem algumas leituras disponíveis no último volume da Revista Iluminuras que trata da Antropologia com redes sociais: consolidação de um método nos estudos etnográficos e no vídeo "O que são redes sociais?" produzido pela Escola de Redes.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Oficina EEPB 2011

O Diretório Acadêmico do Curso de Pedagogia da UFPB organizou e realizou, nos dias 04, 05 e 06 de junho de 2011, o "Encontro de Estudantes de Estudantes de Pedagogia da Paraíba". O evento reuniu graduandos de universidades e faculdades públicas e privadas do Estado da Paraíba, no Centro de Educação da UFPB, Campus I, João Pessoa.
A oficina Educação, Comunicação e Tecnologias contou com a participação de 30 graduandos para, juntos, discutirmos sobre o tema "Redes sociais e aprendizagem". Partimos da indicação curricular do estudo sobre tecnologias nos cursos de Pedagogia para dar o start sobre como essa formação é realizada na UFPB, no âmbito de um componente curricular obrigatório, com 60 horas/aula, intitulado "Educação e Tecnologias". Para, em seguida, provocar uma série de questionamentos a partir de vídeos, imagens e textos sobre os conhecimentos pedagógicos e técnicos relacionados com as práticas de uso das tecnologias digitais na educação.
De otimismos ou pessimismos exagerados sobre a questão, buscamos a via da lucidez pedagógica, que se fundamenta em reflexões teóricas e análises críticas sobre as práticas sociais e educacionais de uso das tecnologias digitais na tentativa de imergir e desvendar as tramas complexas dessa rede. Alguns pontos nortearam o diálogo entre os participantes, foram eles:
- Pensar o binômio inclusão-exclusão na rede;
- Criar espaços potenciais de diálogo e aprendizagem
na rede;
- Formar o cidadão e não apenas o consumidor na rede;
- Encontrar as brechas virtuais para a ação e superar o controle sobre as possibilidades de fazer escolhas.
Apresentamos, ainda, exemplos de projetos desenvolvidos com alunos da UFPB sobre o uso pedagógico da rede virtual em blogs e microblogs. Os graduandos Marcelo Dias Ribeiro e Lays Regina Batista apresentaram o objeto de aprendizagem que construíram com uma proposta pedagógica de uso do Twitter na Educação Básica.
A oficina foi um momento rico para o debate e suscitou reflexões relevantes para os futuros pedagogos que, certamente, mais do nunca, terão que tratar do uso das tecnologias digitais durante o exercício de suas atividades profissionais.

Obrigada aos participantes e aos organizadores do evento!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Reflexões sobre o uso das tecnologias na escola

O que constitui esta postagem é a sintese da discussão dos textos sobre tecnologia e educação. O nosso objetivo foi compreender a realidade relacionada com o processo de ensino aprendizagem e com os conhecimentos tecnológicos, refletindo sobre suas utilidades nos espaços sociais, culturais e econômicos. A partir daí, podemos propor novas metodologias de ensino e práticas pedagógicas para o desenvolvimento educacional, tendo como objetivo a interação dos indivíduos com os avanços científicos da humanidade, ampliando seus conhecimentos sobre esses recursos e possibilitando a criação permanente de novas tecnologias e novas práticas sociais e educaionais.
1-Por que usar tecnologias na escola?
A utilização das tecnologias na escola tem importância quando facilita a aprendizagem e a ação pedagógica dos professores e dos alunos em sala de aula. Isto porque estamos inseridos em um mundo globalizado, no qual precisamos nos apropriar de saberes e práticas sociais de uso da tecnologia que estão articulados com os aspectos sociais, econômicos e culturais, que demandam mudanças no mercado de trabalho e no processo de ensino aprendizagem.
2-Para que usar tecnologias na escola?
Para subsidiar a compreensão da própria realidade atual, desenvolvendo pesquisas, demonstrações ecomunicações de forma útil e flexível dentro das instituições e para estimular os alunos no processo de ensino-aprendizagem.
3- Que tecnologias usar na escola? E como usar essas tecnologias?
As tecnologias físicas, que são inovações como caneta esferográficas, livros, computador, etc. As tecnologias organizadoras são a forma como relacionamos as diversas técnicas de aprendizado e da qualidade de educação, focalizando os métodos de ensino. E as tecnologias simbólicas com as linguagens que permitem a socialização e a comunicação, articulando aspectos político, social, econômico e cultural. É através dessas e de outras tecnologias, que estejam disponíveis nas escolas, que podemos proporcionar uma boa qualidade de ensino e uma compreensão mais ampla sobre como utilizar a tecnologia para benefício da vida. Podemos utilizá-las como instrumentos pedagógicos que viabilizem uma melhor aprendizagem aos alunos, favorecendo a realização de atividades contextualizadas e a construção permanente de conhecimentos advindos da interação entre professores e alunos.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Quem usa tecnologia na escola?


São comuns as afirmações de que "os alunos usam as tecnologias digitais", enquanto que "os professores não as conhecem muito bem ou não sabem o que fazer com elas na escola". Conforme podemos constatar em estudo realizado pela Unicamp, disponível para leitura em: http://news.psicologado.com/comportamento/professores-sao-inseguros-para-usar-tecnologia-diz-estudo-da-unicamp.
Embora tais afirmações tenham sustentação na realidade vivida no cotidiano escolar, a questão não se resolve facilmente a partir de uma demarcação simplicada de lugares na ação educativa: quem usa e quem não usa tecnologias na escola?
De fato, os docentes, principalmente, aqueles que não dispuseram de acesso a tais tecnologias ao longo de sua formação acadêmica ou carreira docente precisam superar o estranhamento inicial, peculiar ao novo, e imergir em práticas crítico-reflexivas que lhes permitam conferir significados para o seu fazer educativo, agora mediado também, e não "apenas", por tecnologias digitais. Entretanto, as crianças e jovens da propagada geração x (ou outra denominação que se possa dar aos chamados "nativos digitais"), que fazem uso cotidiano dessas tecnologias em suas mais variadas atividades, apresentam também certas "resistências" quanto ao uso desses dispositivos tecnológicos na educação. Falo mais especificamente do ensino superior, onde supõe-se maior grau de autonomia para aprender e produzir conhecimento por parte tanto de professores quanto de alunos.

Parece-me que ainda precisamos descobrir ou inventar "significados e práticas culturais" para o uso das tecnologias digitais na educação!

Compartilho com vocês algumas das minhas inquietações:

Como explicar o baixo índice de uso de ambientes virtuais de aprendizagem e de ferramentas da web 2.0 (blog e twitter) durante a mediação pedagógica realizada em turmas que possuem cerca de 90% de alunos com computador e acesso à internet em suas residências?

Por que ao serem convidados a participar de forma mais colaborativa da construção de seu próprio conhecimento esses alunos resistem e privilegiam as práticas de reprodução do conhecimento que criticam?

Por quais razões suas vozes não ecoam massivamente em interações presenciais e/ou virtuais entre professores-alunos, alunos-alunos, alunos-internautas?

Em que medida estamos (professores e alunos), de fato, fazendo algo "novo" em termos de ação educativa a partir do uso de tecnologias digitais?

As questões levantadas podem parecer contraditórias, sobretudo, quando propostas por uma professora que estuda e trabalha com tecnologias digitais. Afinal, o discurso posto e massivamente aceito sobre a predominância do uso das tecnologias na sociedade, por vezes, sufoca tantas questões importantes que nos ajudam a "pensar esse mesmo uso". Pois, pelo menos em Educação, mas, eu acrescentaria que em qualquer campo da atividade humana, não podemos sucumbir ao engodo consumista do uso pelo uso. Mas, precisamos nos indagar frequentemente ante cada nova possibilidade de uso sobre: quem usa? por que usa? para que usa?. Diante da proclamada sociedade da informação, do conhecimento ou da aprendizagem, convém atentar para essas e outras tantas questões que constituem o escopo da cidadania e da formação humana no contexto do Século XXI.


sábado, 23 de abril de 2011

Vídeo "Tecnologia no saber" - TV Escola

A Tv Escola disponibiliza em sua série de vídeos "Fazendo escola", um vídeo que discute o uso das tecnologias na Educação. Clique aqui para assistir.

Sinopse:

A série "Fazendo Escola" trata de assuntos referentes à gestão democrática no Ensino Médio com base em experiências bem-sucedidas em escolas brasileiras.
A discussão sobre o uso da tecnologia na educação envolve questões que vão desde a fonte de recursos até o valor pedagógico. Até onde o aluno se deslumbra com a tecnologia e a partir de quando ele passa a aprender com ela?
A tecnologia, em si, não é o foco em sala de aula, mas uma ferramenta. E este episódio mostra alguns caminhos possíveis para sua apropriação nas escolas.

As discussões propostas no vídeo coadunam com as concepções críticas de uso das tecnologias na Educação que tem fundamentado nossas práticas pedagógicas. A busca por experiências realizadas nas escolas por professores e alunos aproximam os graduandos em Pedagogia das aplicações práticas de uso das tecnologias digitais em situações de aprendizagem concretas e constituem-se como fontes importantes em sua formação acadêmica. Em especial, como fontes para a identificação de elementos importantes e norteadores para a elaboração de seus projetos pedagógicos de uso das TIC na Educação Básica.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Implicações da “democratização” proposta pela Web 2.0 no campo do saber/conhecimento

A democratização proposta pela web 2.0 no campo do conhecimento assegura o direito de voz a uma população sem levar em consideração critérios de idade, formação acadêmica, localização geográfica etc. Ela promete a liberdade de opinião e de construção de conhecimentos não apenas aos especialistas, mas, sobretudo, aos amadores. Essa é também uma proposta de democratização do saber.
A partir dessa liberdade, a credibilidade das informações acaba se tornando duvidosa, pois a informação começa a ser produzida e disseminada por pessoas que talvez não conheçam tão bem o assunto. Mas, em contrapartida, nesse debate é preciso levar em consideração que os especialistas também erram. Logo, o problema da democratização não estaria apenas na participação dos amadores, que repassam informações nem sempre verídicas, mas, sim, no excesso de informações produzidas e nos critérios éticos exigidos à sua produção e disseminação.
O excesso de informações que recebemos durante nosso dia-dia nos acessos à internet suscita problemas no que tange à nossa capacidade de selecioná-las, avaliá-las e compreendê-las. Cada vez torna-se mais complexa a atividade de conferir credibilidade às informações veiculadas pelas mídias massivas e pós-massivas.
A escola tem como principal desafio diante das promessas de democratização da web 2.0 a formação de alunos(as) capazes de administrar cognitivamente essa situação, tornando-se críticos capazes de analisar as informações e escolher a mais plausível.

Referências:

MORAN, José Manuel. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias. Informação na Educação: Teoria e prática. Porto Alegre, v. 3, n. 1, set. 2000, p. 133-144.

KEEN,Andrew. O nobre amador. In: ______. O culto do amador:como blogs,myspace,youtube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia,cultura e valores. Rio de Janeiro: Zahar,2009. p.37-63.

Grupo: Allane de Farias, Eduarda Rossane P. de Lima, Evanuza Batista, Giácomo Galdino e
Mônica Duarte.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Autonomia possível com o uso da Web 2.0

É possível propor e realizar a “autonomia” na construção do conhecimento nas instituições de ensino? Como escapar ou redefinir os mecanismos de controle (tempo, conteúdos, avaliação, etc.)?


Fazendo uma análise crítica e confrontando as idéias dos autores dos textos Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias (José Manoel Moran) e O Nobre Amador (Andrew Keen), nos quais os autores, respectivamente, se posicionam favorável e desfavorável ao uso das ferramentas da web 2.0, mostrando as vantagens e desvantagens no processo educacional, acreditamos que é possível propor a autonomia na construção do conhecimento nas instituições de ensino.
Já realizá-la, será um processo muito lento ou talvez impossível, pois ensinar com novas mídias sempre causa revolução e não podemos mudar de vez os paradigmas convencionais do ensino, devido a grande desigualdade econômica, de maturidade e de motivação das pessoas, além do que nem todas estão prontas para mudanças.
A autonomia do professor e do aluno não é plena, uma vez que o professor depende das normas impostas pelas instituições de ensino, do currículo escolar a ser cumprido e dos exames de avaliação do sistema nacional de educação (Prova Brasil, ENEM, ENAD etc.) que certifica a qualidade dos cursos. Já o aluno depende do professor no que tange à orientação e à avaliação.
Poderemos escapar ou redefinir os mecanismos de controle, flexibilizando os conteúdos de ensino, tentando ser autômonos no que se refere às informações que nos chegam, sejam elas de profissionais ou de amadores, buscando em nós mesmos a capacidade de analisá-las, confrontá-las e sempre submetendo-as à crítica.
Além disso, podemos ter relativo controle sobre o tempo de estudo, utilizando as tecnologias de forma mais participativa, com projetos colaborativos e equilibrando as possibilidades de ensino e de aprendizagem presencial e virtual. O professor passa a ser o mediador desse processo, guiando os alunos e orientando-os em suas pesquisas em sites e livros de modo a favorecer a seleção e o processamento cognitivo da informação e contribuindo com o nosso crescimento, seja ele, pessoal, profissional, intelectual ou social.

Referências:

MORAN, José Manuel. Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias. Informação na Educação: Teoria e prática. Porto Alegre, v. 3, n. 1, set. 2000, p. 133-144.

KEEN,Andrew. O nobre amador. In: ______. O culto do amador:como blogs,myspace,youtube e a pirataria digital estão destruindo nossa economia,cultura e valores. Rio de Janeiro: Zahar,2009. p.37-63.

Grupo:
Alenilda Araújo de Souza
Danuza Carla Alves Leite
Kássya dos Santos da Silva
Maria do Rozário Fonseca Azevedo
Rebeca Ferraz de Souza

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Ambientes Virtuais de Aprendizagem


O meio tecnológico tem se tornado uma fonte de informação e conhecimento. O computador é uma dessas tecnologias que nos proporciona essas possibilidades. Ele foi inserido nas mais diversas atividades humanas em nossa sociedade. Não diferentemente no âmbito escolar, o computador tem sido considerado como uma ferramenta importante para possibilitar aos alunos a capacidade de desenvolver um pensamento criativo em um ambiente interativo de aprendizagem.
Nesse sentido, os ambientes virtuais de aprendizagem são espaços fecundos de significação, onde professores, alunos e objetos técnicos interagem e potencializam, assim, a aprendizagem e a construção de conhecimento. Na pedagogia, esses ambientes revelam importância didática no processo de ensino-aprendizagem, pois estimulam vínculos entre a aprendizagem e a realidade de vida de cada aluno, possibilitando-lhe um ambiente favorável ao desenvolvimento do conhecimento, no qual o aluno tenha prazer em aprender.
Essas tecnologias digitais também potencializam e estruturam novas sociabilidades e, conseqüentemente, novas formas de aprendizagens. Permite-nos comunicarmos com várias pessoas ao mesmo tempo, processo no qual irá acontecer uma troca de conhecimentos através de conteúdos apresentados de forma hipertextual, mixada e multimídia, com recursos de simulações.
Os ambientes virtuais tinham um acesso resumido, mas vem crescendo de algum tempo pra cá. Hoje, dispomos de vários ambientes que podem ser usados como ferramenta de aprendizagem no processo da apropriação do conhecimento. Sendo assim, os ambientes virtuais de aprendizagem, no âmbito educacional proporcionam um desenvolvimento cognitivo do sujeito. Considerando que os meios eletrônicos são ferramentas dinâmicas e facilitadoras que podem auxiliar o trabalho do docente e a aprendizagem do aluno, a fim de desenvolver um trabalho de qualidade nas escolas e de oportunizar o acesso à tecnologia de forma construtiva.


Referências:

Autorias e gratuitas no ciberespaço. Disponível em : http://www.anped.org.br/reunioes/26/trabalhos/edmeaoliveiradossantos.pdf. Acesso em:15/09/2010.

BEHAR,Patrícia A;LEITE,Silvia M;SCHNEIDER,Daisy;AMARAL,Caroline B do.Educação infantil e Ensino Fundamental: outras possibilidades através do PLANETA ROODA.Novas Tecnologias na Educação NUTED-UFRGS V.4 Nº1, Julho,2006. Disponível em: http://www.cinted.ufrgs.br/renote/jul2006/artigosrenote/a31_21196.pdf. Acesso em:15/09/2010.

COSTA, Luciano A Carvalho da;FRANCO, Sérgio Roberto Kieling. Ambientes virtuais de aprendizagem e suas possibilidades construtivistas.Novas Tecnologias na Educação CINTED-UFRGS V.3 Nº1, Maio, 2005. Disponível em:http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/13009/000573003.pdf?sequence=1. Acesso em :12/09/2010.

LAGUARDIA, Josué;PORTELA, Margareth Crisóstomo; VASCONCELLOS,Miguel Murat. Avaliação em ambientes virtuais de aprendizagem.Educ.Pesqui.Vol 33 Nº3. São Paulo. Sept./Dec.2007. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1517-97022007000300009&script=sci_arttext&tlng=es. Acesso em:12/09/2010.

PEREIRA,Andréia Regina; PERUZZA, Ana Paula P.M.Tecnologia de Realidade Virtual Aplicada à Educação Pré-Escolar. Disponível em: http://br-ie.org/pub/index.php/sbie/article/view/200/186. Acesso em:15/09/2010.

PEREIRA,Andréia Regina; LOPES, Roseli de Deus.Legal: Ambiente de Autoria para Educação Infantil apoiada em Meios Eletrônicos Interativos.Laboratório de Sistemas Integraveis. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo,2005. Disponível em:http://ceie-sbc.tempsite.ws/pub/index.php/sbie/article/view/389/375 . Acesso em:15/09/2010.

ROMANÓ, Rosana Schwansee. Ambientes virtuais para a aprendizagem colaborativa no ensino fundamental. Revista Científica de Educação ,2004. Disponível em: http://www.nonio.uminho.pt/documentos/actas/actchal2003/05comunicacoes/Tema3/03RosanaRomano.pdf . Acesso em :15/09/2010.

Grupo:
Arianne ferreira
Elizângela de Sousa
Maria de Fátima da Silva

Desenvolvimento de aplicativos

Software aplicativo (ou aplicativo ou ainda aplicação) é um programa de computador que tem por objetivo o desempenho de tarefas práticas, em geral, ligadas ao processamento de dados, como o trabalho em escritório ou empresarial. Tem como foco o usuário.
Existem diversas classificações para os aplicativos, mas os utilizados nas escolas são classificados como de apoio educacional. Esses aplicativos consistem em instruções voltadas para a aprendizagem e o ensino auxiliado com o uso do computador.
Alguns exemplos desses aplicativos são:
Aplicativos de Internet (Internet Explorer, Mozilla Firefox,Opera,etc);
Aplicativos de produtividade pessoal (Google Docs);
Aplicativos gráficos para ilustrações (Corel Draw);

Hoje em dia existe uma infinidade de jogos e softwares que variam de simulação de guerras, provas de ação entre muitos outros. Porém, muitos se distanciam completamente dos objetivos escolares. Entretanto, inúmeros aplicativos e jogos que unem através de um método pedagógico, o útil ao agradável: a diversão e o aprendizado. Entre os softwares, jogos, aplicativos úteis à educação escolar podemos destacar:
Moodle – é um sistema desenvolvido em software livre para ensino a distância em ambiente virtual. O conceito da ferramenta foi criado em 2001, pelo educador e cientista computacional Martin Dougiamas. Constitui-se em um sistema de administração de atividades educacionais destinado à criação de comunidades online em ambientes virtuais voltados para a aprendizagem colaborativa. De maneira simples, o Moodle permite que os alunos e professores estudem ou lecionem de maneira integrada em um curso online, baseando-se na pedagogia sócioconstrutivista. O professor pode ministrar a aula com os alunos conectados, acompanhando a apresentação online. Ao final do curso, testes são aplicados sob a forma de múltiplas escolhas ou questionários.
GIMP – o projeto foi criado em 1995, por Spencer Kimball e Peter Mattis, quando desenvolveram esse aplicativo como um projeto para a faculdade. O GIMP foi criado para ser uma alternativa livre ao Adobe Photoshop, e que hoje alcança expressiva popularidade, sendo utilizado por hobbistas e profissionais. Com esse programa, a escola pode utilizar suas técnicas de multimídia em diversas disciplinas, como artes, ciências, português, entre outros.
CMAPTOOLS – é uma ferramenta para elaborar esquemas conceituais e representá-los graficamente, ou seja, é um programa que lhe auxilia a desenhar mapas conceituais. A teoria dos mapas conceituais foi desenvolvida na década de 70 pelo pesquisador Joseph Novak, com base na teoria da aprendizagem significativa. O pesquisador define mapa conceitual como uma ferramenta para organizar e representar o conhecimento. Os conceitos parecem dentro de caixas e as relações entre eles são especificadas por meio de frases de ligação, que unem cada um dos conceitos.
O CmapTools pode ser acessado via internet. Há uma coleção de trabalhos que podem ser utilizados como referência para você começar a elaborar seus projetos. Todos os trabalhos desenvolvidos podem ser convertidos em formatos para apresentação na web. Desta forma, fica mais fácil a publicação e difusão do seu projeto em um ambiente virtual.
Concluímos com os estudo e a apresentação de nosso painel temático que o desenvolvimento de aplicativos se torna necessário para que a escola ofereça aos alunos, por meio de professores capacitados, a possibilidade de interagir com o meio tecnológico, estimulando a sociabilização, a coordenação e, principalmente, a aquisição do conhecimento.
No entanto, para a obtenção significativa da aprendizagem, o corpo docente deve estabelecer critérios pedagógicos de uso da tecnologia na escola, segundo os quais se deve basear o planejamento e o currículo. Além disso, deve-se desenvolver pesquisas sobre os softwares que serão utilizados, discutir as dificuldades encontradas, e sempre estar informado sobre as possibilidades disponíveis e inventadas, visto que o mundo da tecnologia está sempre em constante atualização (up grade).


Referências:

CAMARGO, Paulo de. Você é X, seu filho é Y. CLÁUDIA. São Paulo, ano 49, p. 95, abr. 2010.
CLUBE do professor. Disponível em:
http://www.clubedoprofessor.com.br/artigos/artigojunio.html. Acesso em: 25 set. 2010.
Ensino a distância – Moodle. Disponível em:
. Acesso em: 25 set. 2010.
GIMP. Doiponível em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/GIMP. Acesso em: 25 set. 2010.
Hospedagem Moodle. Disponível em:
http://www.hostnet.com.br/instalador-automatico-de-aplicativos/sistema-de-cursos-online-moodle/. Acesso em: 25 set. 2010.
Mapas conceituais. Disponível em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mapa_conceitual. Acesso em: 25 set. 2010.
PORTAL da educação. Disponível em:
. Acesso em: 25 set. 2010.
SANTOS, Robson. Inserção da tecnologia e da inovação no processo educativo. Disponível em:
. Acesso em: 25 set. 2010.
Slide share. Disponível em:
http://slideshare.net/robsonsantos/educação-e-sftwares-aplicativos. Acesso em: 25 set. 2010.
Software Aplicativo. Disponível em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aplicativos. Acesso em: 25 set. 2010.

Grupo:
Karla Caroline dos Santos
Mariana Rodrigues
Morgana Kelly

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Tecnologias assistivas


As Tecnologias Assistivas são um reflexo das Tecnologias da Informação e Comunicação e vêm crescendo em ritmo acelerado se fazendo presente em todos os campos. As TICs juntamente com a Educação Especial, tem o intuito de revolucionar antigos paradigmas, favorecendo a acessibilidade tanto ao computador e suas especificidades, quanto ao conhecimento que a partir dele é produzido.

“Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.” (CORDE - Comitê de Ajudas Técnicas-ATA VII).

Ajudas técnicas refere-se ao conjunto de recursos que viabilizam maior independência e inclusão na vida social de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais (PNEES). Restringindo ao contexto da Tecnologia Assistiva Informática, “além de servirem para compensar incapacidades, podem estender e valorizar o contexto de desenvolvimento e atuação das PNEES.” (MONTOYA, 1997), através de sistemas de ajuda auxiliados pelo computador, como apoio ao desenvolvimento cognitivo.

Os dispositivos de hardware e software são duas dimensões que envolvem ferramentas de auxílio para pessoas com privações sensoriais e/ou motoras. São eles que coordenam a interação humano-computador.

Como exemplo de recursos de entrada podemos citar: teclados virtuais, teclados Braille, ponteiras de cabeça por luz, reconhecimento de voz, mouses especiais, etc. E como recursos de saída, destacam-se impressoras Braille, monitores especiais, leitores de texto, impressoras Braille e linha Braille.

As novas tecnologias, dependendo de como utilizadas, podem ser muito eficientes no ambiente escolar. Esta eficiência está diretamente ligada ao processo utilizado, e o mais pertinente é o Constutivismo em que o aluno é o autor do próprio conhecimento.

E neste processo construtivista é de suma importância que haja a cooperação entre professor e aluno, que o computador seja uma ferramenta motivadora, estimulando o indivíduo a pensar de forma independente, com a finalidade de ir aprofundando conceitos e construindo os conhecimentos, favorecendo assim o pensamento livre e autônomo do aluno. De preferência utilizar programas que estimulem a criatividade do aluno, softwares de autoria, por exemplo. No desenvolvimento da leitura e da escrita podem ser utilizados recursos como editores de texto; intercâmbio, através do correio eletrônico; construção coletiva de histórias na web, entre outros.

"Desenvolver recursos de acessibilidade também pode significar combater esses preconceitos, pois, no momento em que lhe são dadas as condições para interagir e aprender, explicitando o seu pensamento, o indivíduo com deficiência mais facilmente será tratado como um "diferente-igual"... Ou seja, "diferente" por sua condição de portador de necessidades especiais, mas ao mesmo tempo "igual" por interagir, relacionar-se e competir em seu meio com recursos mais poderosos, proporcionados pelas adaptações de acessibilidade de que dispõe. É visto como "igual", portanto, na medida em que suas "diferenças" cada vez mais são situadas e se assemelham com as diferenças intrínsecas existentes entre todos os seres humanos. Esse indivíduo poderá, então, dar passos maiores em direção a eliminação das discriminações, como conseqüência do respeito conquistado com a convivência, aumentando sua auto-estima, porque passa a poder explicitar melhor seu potencial e pensamentos." (DAMASCENO e GALVÃO FILHO, 2001)

Tomando como base artigos acadêmicos, pudemos compreender a imensa necessidade de uma mudança social em prol da inserção dos Portadores de Necessidades Educacionais Especiais, que sofrem com a falta de recursos tecnológicos voltados para a área da informática. Pessoas que sofrem preconceito por serem tachadas de incapazes e dependentes. E a proposta das Tecnologias Assistivas é justamente mostrar que indivíduos com algum tipo de limitação, podem ganhar sim autonomia e independência no processo ensino-aprendizagem através do computador.

Grupo:
Christiane Cely Fernandes de Melo
Danuza Carla Alves Leite

REFERÊNCIAS:

BERSCH, Rita. INTRODUÇÃO À TECNOLOGIA ASSISTIVA. Disponível em: http://www.assistiva.com.br/IntroduçãoTaRitaBersch.pfd. Acesso em: 30 set. 2010.

FILHO, Teófilo Alves Galvão. AS NOVAS TECNOLOGIAS NA ESCOLA E NO MUNDO ATUAL: FATOR DE INCLUSÃO SOCIAL DO ALUNO COM NECESSIDADES ESPECIAIS? Disponível em: http://www.profalacom/arteducesp1.htm. Acesso em: 30 set. 2010.

HOGETOP, Luísa; SANTAROSA, Lucila Maria Costi. TECNOLOGIAS ASSISTIVAS/ADAPTATIVAS: viabilizando a acessibilidade ao potencial individual. Disponível em: http://www.nied.unicamp.br/~proinesp/material/arquivos/Semana1/Leituras/Tecnologias Assistivas/tec_assist.pdf.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Comunidade virtuais de aprendizagem



Com o avanço da tecnologia, é notável que a maneira com que as pessoas se relacionam vem mudando ao longo do tempo. Dessa forma, o espaço virtual, cada vez mais, torna-se um lugar para que as pessoas se encontrem e se relacionem, formando comunidades a partir de seus interesses, que tanto podem ser comunidades virtuais sociais quanto comunidades virtuais de aprendizagem.
As comunidades virtuais de aprendizagem poderão se constituir, mediante uma didática colaborativa, em ambiente propício à construção e reconstrução de conhecimento, considerando os sujeitos envolvidos (professores e alunos), como participantes em todo o processo (SANTOS, ALVES, 2006). Nesse sentido, faz-se necessário pensar na inserção dessas comunidades nas práticas pedagógicas, de modo que, a interação entre professores e alunos seja articulada à construção contínua do conhecimento.
É importante salientar que as comunidades virtuais de aprendizagem tem sua significação tanto na Educação a Distância (EAD) quanto na Educação Presencial. Na Educação a Distância, elas podem cada vez mais aproximar as pessoas pelas conexões on-line e permitir que professores e alunos falem entre si. Na Educação Presencial, abre-se um leque de possibilidades para além da sala de aula, em um espaço virtual que permite a extensão do que foi proposto no espaço físico.
Cientes de que as comunidades tanto podem ser sociais quanto de aprendizagem, é interessante notar que existem diferenças entre elas. As comunidades virtuais sociais trazem consigo certa despreocupação em relação aos conteúdos educativos, por terem como foco principal a socialização de grupos diversos da sociedade, não deixando de enfatizar que nelas ocorrem aprendizado. Já nas comunidades virtuais de aprendizagem, os educadores podem encontrar possibilidades concretas de utilização da força social das comunidades para fins educativos, sobretudo, pelo modo como as formas colaborativas permitem abordar tarefas em equipe ou aprender uma nova forma de trabalhar e de pensar.
Neste painel, nós enfatizamos o Orkut como comunidade social na qual pessoas se encontram segundo seus gostos, discutindo-os em fóruns. E como comunidade de aprendizagem, o Moodle, que é um dos ambientes virtuais de aprendizagem mais conhecidos, no qual é buscada a integração da comunidade virtual e da educação.
Pensar em aprendizagem mediada pelas tecnologias requer um olhar diante de todas as possibilidades que, agregadas a elas possam contribuir, significantemente, com o processo de construção do conhecimento. Não se pode, porém, supor que as comunidades virtuais sejam agregações redentoras que venham trazer soluções para os problemas do mundo contemporâneo e da educação. Diante de todas as possibilidades e impossibilidades, acreditamos que o acesso às comunidades virtuais traz consigo vertentes que, aliadas à aprendizagem podem contribuir numa melhor interação entre indivíduos que, próximos ou distantes, podem construir e fortalecer seus interesses comuns.

REFERÊNCIAS:

GELINSKI, Simone; NETO, Wilson Rodrigues V. TULESKI, Angélica R. Comunidades Virtuais de Aprendizagem. Disponível em: Acesso em: 17 set. 2010.

ILLERA,Jose L. Rodriguez. Como as comunidades virtuais de pratica e de aprendizagem podem transformar a nossa concepção de educação. Disponível em: Acesso em: 18 set. 2010.

MORAN, JOSÉ M. Educação inovadora presencial e a distância. Disponível em: Acesso em: 19 set. 2010.

PRIMO, Alex Fernando Teixeira. A emergência das comunidades virtuais. In: Intercom 1997 - XX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 1997, Santos. Anais… Santos, 1997. Disponível em: . Acesso em: 19 set. 2010.


GRUPO:
Janaína Gomes Fernandes
Jayanne Santos Bezerra
Michelle Ulisses Barbosa

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Educação e Tecnologias (Prof. Ladislau Dowbor)

Entrevista com Prof. Ladislau Dowbor.
Programa Caminhos (Rede Vida)

Na entrevista, o professor menciona alguns pontos importantes para subsidiar nossas discussões acerca da relação entre Tecnologia e Educação, foram eles:

1. Ampliação do universo de conhecimentos.
2. A mudança necessária consiste não apenas em alterações no currículo e, sim, nas metodologias e na organização do trabalho pedagógico.
3. A necessidade de formação ao longo da vida.
4. A escola como espaço articulador/organizador do conhecimento humano.
5. A escola como espaço aberto para "o aprender" em qualquer idade. (flexibilidade no acesso ao ensino).
6. Buscar a relação entre as teorias e os conhecimentos científicos e as experiências cotidianas das pessoas.

Profa. Lebiam Tamar.

Mais informações: http://dowbor.org/

Indicação de leitura: Livro Tecnologias do Conhecimento. Editora Vozes. 2008.

Vamos debater sobre o conteúdo da entrevista em nossos comentários!


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Informática Educativa: o Projeto Educom

Qual a proposta e o principal objetivo do Projeto Educom e de seus Centros piloto?

A proposta do Projeto Educom seria de levar computadores às escolas públicas brasileiras.
Seu principal objetivo foi estimular o desenvolvimento da pesquisa multidisciplinar voltada para a aplicação das tecnologias de informática no processo de ensino-aprendizagem. Com este fim, a Comissão Especial de Informática da Educação (CE/IE) elaborou e aprovou, em 1983, o Projeto Educom. Das vinte e seis instituições públicas que se candidataram para sediar um dos centros piloto, responsáveis pela pesquisa, apenas cinco foram escolhidas, pois suas propostas se adequavam mais aos interesses do CE/IE. Os centros piloto tinham como objetivo desenvolver um experimento sobre a utilização do computador no ensino médio, avaliando os efeitos que essas tecnologias trariam à aprendizagem, à postura do professor e à organização escolar. Eis as cinco instituições, escolhidas em 1983 pelo CE/IE e um pouco da experiência de cada uma como centro piloto.

  • Centro piloto Educom-UFRJ - Este centro piloto transformou-se na Coordenação de Informática da Educação Superior, direcionando suas pesquisas para três áreas: tecnologia educacional, tecnologia de software educacional e investigações sobre os efeitos sociais, culturais, éticos, etc., provocados pelo uso do computador no processo educacional. Atua na realização de cursos de especialização em tecnologia educacional, ensinando também nas graduações de licenciaturas e nos cursos de informática.

  • Centro piloto Educom-UFMG - Desenvolve suas pesquisas nas áreas de: Informatização de escolas, desenvolvimento e avaliação de Programas Educativos pelo computador(PECs), capacitação de recursos humanos e utilização da informática na educação especial, primando sempre pela interdisciplinaridade, pela visão construtivista e pelo estudo das implicações sociopolítico-culturais da entrada dos computadores na educação.

  • Centro piloto Educom -UFPE - Nos últimos anos, o Educom UFPE tem voltado suas atividades para três áreas: formação de recursos humanos, informática na educação especial e atividades de educação musical com uso de computadores. Atende professores das redes municipal e estadual de ensino e realiza cursos de extensão para alunos do curso de pedagogia e licenciatura. Procurou pesquisar e desenvolver uma metodologia de ensino apropriado para surdos. Para isso, utilizou a linguagem LOGO, no trabalho com deficientes auditivos, pois esta linguagem possui um desenho próprio para educação.

  • Centro piloto Educom-UFRGS - Criou o laboratório de Estudos Cognitivos (LEC), em 1973, que investiga como o computador pode contribuir no processo de aprendizagem. Também pesquisou a utilização desses recursos na educação de crianças deficientes.

  • Centro piloto Educom - Unicamp - Investiu na formação de recursos humanos, avaliando programas educativos e desenvolvendo uma metodologia de ensino com uso de computadores. Utilizou também a linguagem LOGO.

Estes centros dedicaram-se principalmente à formação de recursos humanos e produção de alguns softwares educativos, além da educação especial, entretanto houve momentos de dificuldades, especialmente financeiras, o que ocasionou a não realização de algumas das atividades planejadas.

REFERÊNCIA: OLIVEIRA, Ramon de. Informática Educativa: magistério, formação e trabalho pedagógico. São Paulo: Papirus, 2007.

Grupo: Ariane Farias, Christiane Celly, Danuza Carla, Elisângela de Sousa, Josenilma Cândido, Lygia Andrade, Luzimeire Meireles.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Informática Educativa: o Projeto Formar

O projeto Formar tinha como objetivo principal a formação dos professores e técnicos da rede pública do Brasil para o trabalho com informática educativa. Como forma de viabilizar esse projeto foi criado o 1º curso de informática na educação, em 1987, que tinha como objetivos:
- Despertar uma nova geração de educadores, não apenas para dominar a ferramenta, mas analisar criticamente sua contribuição no ensino-aprendizagem;
- Ao final do curso, os professores-alunos iriam, em suas respectivas cidades, capacitar outros professores, por meio da multiplicação dos conhecimentos adquiridos no curso;
- Depois desse curso, as secretarias estaduais e municipais se sentiriam pressionadas a viabilizar a implementação do CIED (Centro de Informática e Educação).
O curso levou os professores-alunos a se iniciarem na discussão acerca do uso de computadores na educação para que, dessa forma, fosse fomentada a investigação e, possivelmente, as aplicações pedagógicas das tecnologias nas escolas.

Grupo: Dvane Virgínia, Cintya Tormes, Letícia Medeiros, Allane de Farias, Ludmilla Galdino e Giovanni Rodrigues.

REFERÊNCIA: OLIVEIRA, Ramon de. Informática Educativa: magistério, formação e trabalho pedagógico. São Paulo: Papirus, 2007.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Informática Educativa: o Projeto Cied

Nesse contexto de desenvolvimento tecnológico e elaboração de projetos de inclusão digital, a criação do projeto CIED foi de grande importância pelo fato de que agora o trabalho de inclusão ocorreria em um âmbito social e não mais restrito às paredes da escola por meio de um trabalho conjunto com as Secretarias de Educação do Estado e Município. O CIED também objetivava a inclusão digital dos alunos de escolas de 1º e 2º graus através da inserção de computadores nessas instituições de ensino. Mas, além de atender aos alunos nas escolas, o projeto inseria, principalmente, “meninos de rua”, ex-presidiários, usuários de drogas e os incluia nesse “mundo digital”, partindo para o âmbito de uma educação não-formal. O objetivo de atender pessoas à margem da sociedade é justamente partir para uma tentativa de reintegração dessas pessoas utilizando de meios tecnológicos.

Grupo: Annyelle Lopes, Eduarda Rossane, Evanuza Batista, Giácomo Galdino, Mônica Duarte.

REFERÊNCIA: OLIVEIRA, Ramon de. Informática Educativa: magistério, formação e trabalho pedagógico. São Paulo: Papirus, 2007.

Informática Educativa: Caie/Seps por uma política mais explícita

Depois da criação do Projeto Educom, os pesquisadores envolvidos com a informática educativa, cobravam uma definição mais clara, por parte do MEC, para que uma política fosse seguida. Em 1986, foi criado o Comitê Assessor de Informática para a Educação. O comitê era formado por professores ligados ou não com a informática e funcionava da seguinte forma: o projeto tanto auxiliava as ações do governo, como elaborava diagnósticos e propostas para à implantação de políticas e programas de informática educativa. Dentre as suas propostas foi lançado o Programa de Ação Imediata em Informática na Educação, onde destacaremos sua relevância abaixo.


Programa de Ação Imediata em Informática na Educação


O programa foi criado pelo Caie, em 1987. Cientes de que o crescimento das atividades de informática deve ser compatível com o desenvolvimento do país, o Programa de Ação Imediata pretendia que a formação de recursos humanos, o desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica, dentre outras possibilidades, fossem viabilizados por meio de atividades direcionadas pelas instituições ligadas à educação e à cultura. Esse programa tentaria suprir a lacuna existente, não apenas em nível de ações a serem implementadas, como também nos aspectos filosóficos que iriam nortear as intervenções nas práticas pedagógicas.

Grupo: Janaína Gomes, Jayanne Santos, Michelle Ulisses, Erica Alves, Mariana Rodrigues, Karla Caroline, Morgana Kelly

Referência: OLIVEIRA, Ramon de. Informática Educativa: magistério, formação e trabalho pedagógico. São Paulo: Papirus, 2007.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A política de informática Educativa

A inserção da tecnologia na educação brasileira é decorrente de transformações tanto no âmbito produtivo como no cultural. Os avanços tecnológicos e o desenvolvimento da indústria nacional de informática fizeram com que o mercado de trabalho requisitasse um novo tipo de profissional, o qual deveria ter capacitação para produzir e/ou utilizar as tecnologias.
Nesse contexto, houve uma divergência de ideias. De um lado, aqueles que solicitavam do Estado a criação de mecanismos políticos que assegurassem a reserva de mercado para os produtos nacionais, com o inutito de estimular o desenvolvimento da indústria de informática brasileira. Por outro lado, aqueles que defendiam a liberdade de comercialização para empresas e produtos internacionais. O primeiro grupo venceu a disputa, assegurando o fechamento do mercado nacional.
A SEI (Secretaria Especial de Informática), ligada diretamente ao CSN (Conselho de Segurança Nacional) ficou responsável pela gestão das políticas e ações que pudessem tornar concretas as propostas formuladas. Em 1984, a taxa de crescimento da indústria eletrônica brasileira já se encontrava entre as dez maiores do mundo e em ritmo acelerado de crescimento. Surge, então, um novo capítulo na história da educação brasileira, caracterizado por ações do governo federal que visava levar computadores às escolas públicas de educação básica, constituindo assim, a política brasileira de informática educativa.

Grupo: Gérssica Nóbrega, Juliália Cássia, Marcela Vasconcelos, Maria Aparecida, Rebeca Ferraz, Taynná Henrique .

REFERÊNCIA: OLIVEIRA, Ramon de. Informática Educativa: magistério, formação e trabalho pedagógico. São Paulo: Papirus, 2007.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Informática Educativa: o início da experiência brasileira

Como se deu o marco inicial das discussões sobre informática na educação brasileira?

O início da experiência brasileira é um dos pontos do livro do autor Ramon de Oliveira que trata das preocupações do governo em função de buscar soluções para implantação da informática na educação brasileira.
O marco inicial das discussões sobre informática na educação brasileira, deu-se com a realização do 1º Seminário Nacional de Informática na Educação realizado em 1981, em Brasília/DF, pela Secretaria Especial de Informática – SEI – ligada diretamente ao Conselho de Segurança Nacional, Ministério da Educação e Cultura – MEC e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq.
Em função das preocupações com os benefícios socioeducacionais e em busca de soluções para implantação da informática na educação brasileira, entre vários outros pontos discutidos, os participantes do 1º seminário Nacional de informática na Educação elaboraram e apresentaram um conjunto de recomendações sobre o uso de computadores no processo educacional brasileiro, por perceberem que, no Brasil, persistia um quadro de graves desequilíbrios na oferta de oportunidades educativas, com prejuízos ao acesso universal à escola elementar.
Entre algumas das recomendações sugeridas, podemos citar a de “que as atividades de informática na educação sejam balizadas por valores culturais, sócio-políticos e pedagógicos na realidade brasileira”.
Foi também nesse seminário que se sugeriu a criação de um Projeto Piloto, de caráter experimental, objetivando a realização de pesquisas sobre a utilização da informática no processo educacional. O Projeto Educom representou a primeira ação oficial concreta para levar computadores às escolas públicas brasileiras. Percebemos que todas as medidas discutidas no 1º Seminário refletem divergentes preocupações do governo e dos educadores da época, para com o uso das tecnologias que, inicialmente, tomaram programas estrangeiros como referência que, de certa forma, não eram coerentes com a realidade educacional brasileira e podiam influenciar mudanças nos nossos conceitos e padrões culturais nacionais.


Grupo: Alenilda Araújo de Souza Procópio, Kássya dos Santos da Silva, Maria Luiza Lira de Araújo, Márcia Lopes Silva de Farias, Maria de Fátima da Silva Santos, Maria do Rozário Fonseca Azevedo.

REFERÊNCIA: OLIVEIRA, Ramon de. Informática Educativa: magistério, formação e trabalho pedagógico. São Paulo: Papirus, 2007, p. 29-33.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Tecnologias nas instituições de ensino: a formação adequada dos professores.




Atualmente, existem infinitas possibilidades de acesso à mídia. Segundo a autora do texto,Vani Moreira Kenski, cabe à escola que irá introduzir a tecnologia em suas atividades pedagógicas escolher, junto com seu corpo docente e inserir em seu Projeto Pedagógico, a maneira mais adequada de como irá utilizar esse meio para atingir seus objetivos educacionais. Para tanto, é preciso, não apenas ter o domínio sobre saberes técnicos sobre os equipamentos a serem utilizados, mas, principalmente, que os/as professores/as estejam seguros pedagogicamente para inclui-los em suas práticas em sala de aula. Geralmente, as escolas adquirem os equipamentos, mas os professores, sem a devida capacitação, não conseguem utilizá-los adequadamente, com aproveitamento pedagógico, e terminam por repetir as mesmas metodologias usadas anteriormente em sala de aula, ocasionando dessa maneira, a insatisfação tanto dos/as professores/as quanto dos/as alunos/as e a subutilização dos recursos tecnológicos disponíveis na escola.





Grupo 4:


Ariane Farias

Christiane Cely Fernandes de Melo

Danuza Carla Alves Leite

Elizângela de Souza Barros

Josenilma Cândido Dutra de Andrade

Lygia Andrade de Aquino

Luzimeire Meireles Malaquias




REFERÊNCIA: KENSKI, V. M. Tecnologias e ensino presencial e à distância.Campinas: Papirus, 2003, p. 69-82.