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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A brancura operacional de Baudrillard

REFERÊNCIA: BAUDRILLARD, J. A brancura operacional. In: ______. A transparência do mal. Ensaios sobre os fenômenos extremos. 7. ed. São Paulo: Papirus, 2003, pp. 51- 57.


Nesse texto, Baudrillard propõe uma crítica à dissolução da negatividade, empreendida pela comunicação a partir da simulação e da instalação de uma transparência definitiva, que ele denomina de brancura operacional. O autor argumenta que o embranquecimento, perseguido no campo da comunicação, manifesta-se também em outras dimensões da atividade humana criando uma socialidade e uma corporeidade brancas, numa espécie de assepsia total.
Trata-se de uma operação que tem como objetivo expurgar a negatividade do real e criar o hiper-real perfeito e transparente. Tal investimento na esteticização da vida em todos os seus aspectos e dimensões pode ser observado, por exemplo, na organização das vias de locomoção das grandes cidades de modo a tornar invisíveis os espaços que revelam as mazelas sociais e evidenciar os não-lugares como shopping center e aeroporto.
O caráter operacional é buscado por meio da submissão aos critérios de conveniência e compatibilidade máxima. Nesse contexto, “ser operacional” é resultado de um processo de instrumentalização de tudo e de todas as coisas. De modo que, não é a ação que está no comando, mas é ela que precisa ser comandada e controlada, de acordo com finalidades específicas e pré-definidas.
Esse comando da ação é operado por persuasão ou dissuasão, sobretudo midiática, que produz modelos de vontade e cria necessidades que alimentam a produção e o consumo no sistema capitalista. Nesse sentido, o comer, o querer, o saber, o fazer, o gozar são provocados ininterruptamente nas pessoas e, desse modo, a ação sofre um esvaziamento de sentido. É o próprio “eu” que, esvaziado de sua essência, torna-se transparente e pode ser atravessado pela informação e pela operacionalidade, transformando-se em “instrumento”. Processo esse de coisificação do humano que promove a perda de seu protagonismo na ação e na história.
Sendo assim, a busca pela performance tem na razão instrumental o suporte para determinar as fórmulas de perfeição/brancura que garantem o sucesso da ação, agora e sempre em função dos resultados e dos fins estabelecidos. Desse estado de coisas, o autor denuncia os maus presságios que já se revelam na existência humana contemporânea. Como exemplo, ele destaca os males e as doenças que acometem atletas e profissionais funcionais e performáticos. Os problemas decorrentes de treinos excessivos, as doenças ocupacionais, os distúrbios psicológicos, o comprometimento das relações sociais e a perda do sentido e do prazer que alimentam a pulsão de vida.
Contudo, é esse mesmo “desejo”, ameaçado e controlado na perspectiva apocalíptica de análise de Baudrillard, que permite a ruptura da lógica perversa que governa esse sistema. É a “vontade de sentir” que subverte o controle empreendido pelo sistema e potencializa a busca humana pelo que é possível em realidade. Por mais branco e perfeito que possa ser o hiper-real, à custa do esvaziamento de conteúdo e de sentido e da eliminação da diferença produz uma estética vazia, um nada que é consumido sem sabor, sem sentido e sem prazer, que serão mais cedo ou mais tarde cobrados pelo “desejo”, pela pulsão de vida que provoca a saída do hiper-real e o retorno a uma realidade possível.

Para compreender melhor a brancura operacional, assista ao filme "O show de Truman".

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Robótica Educacional

A Robótica Educacional é uma das possibilidades de aplicação pedagógica das tecnologias. Com ela, professores e alunos podem engajar-se em projetos pedagógicos, baseados na solução de problemas, que permitam a aplicação prática de conceitos da física e da matemática. Além disso, o trabalho com a robótica nas escolas favorece o desenvolvimento do raciocínio lógico e dos príncípios da pesquisa científica.
A Robótica educacional pode ser inserida desde a Educação Básica, por meio de atividades planejadas para os alunos do Ensino Fundamental e Médio. No Brasil, escolas da rede privada e pública inserem a robótica em suas atividades curriculares, desenvolvem projetos e participam da Olimpíada Brasileira de Robótica. "A OBR é uma iniciativa pública, gratuita e sem fins lucrativos totalmente dedicada às escolas, professores e jovens brasileiros que tem por objetivo despertar o interesse pela ciência e tecnologia, utilizando a temática da robótica como "ferramenta para ajudar a aprender". (Fonte: http://www.obr.org.br/).
Os kits de robótica educacional já tiveram custos relativamente altos. Mas, com o desenvolvimento de kits por empresas nacionais, a exemplo da PNCA - Robótica e eletrônica (http://www.pnca.com.br/), as escolas podem encontrar alternativas mais viáveis financeiramente para adquirir e organizar seus espaços de robótica.
Encontramos disponíveis na web uma imensa quantidade de publicações (artigos, vídeos e revistas especializadas) que podem ser consultadas como fonte de informação para fundamentar e subsidiar a elaboração de práticas pedagógicas com robótica educacional nas escolas. A exemplo da Revista Mecatrônica Atual, do artigo RobôCarochinha : um estudo qualitativo sobre a robótica educativa no 1º ciclo do ensino básico e do vídeo do Curso de Robótica Educativa, do professor Enrique Corvera Ormeño (México).
Os alunos do Curso de Pedagogia experimentam o uso da Robótica Educacional por meio de uma oficina realizada na Estação Cabo Branco - João Pessoa/Pb. A oficina oportuniza o contato direto com as primeiras noções de mecatrônica e de programação de computador. Os alunos, divididos em grupos, criam protótipos de robôs e programam algoritmos para realização de funções simples de movimentação. A experiência contribui para a desmistificação do medo da tecnologia e desperta interesses de estudo e pesquisa que remetem os graduandos em pedagogia para novas possibilidades didáticas e metodológicas a serem desenvolvidas com seus futuros alunos.

Confiram as fotos na galeria e o vídeo de nossa experiência e venham dialogar conosco sobre esse assunto!


segunda-feira, 21 de março de 2011

Iniciando mais um semestre

Iniciamos no dia 14 de março o semestre letivo de 2011.1.
Renova-se o desafio de pensar e fazer o trabalho acadêmico na disciplina de Educação e Tecnologias. A formação profissional dos pedagogos é nosso objetivo. Nosso foco é discutir a articulação entre educação e tecnologias no exercício da docência. No âmbito da universidade, buscamos promover essa formação articulando os três fundamentos do ensino universitário: ensino, pesquisa e extensão. Nesse sentido, a disciplina articula teoria e prática, provocando a imersão dos(as) graduandos em pesquisas, leituras e experimentações de uso das tecnologias digitais no processo de ensino e aprendizagem.
Nossa ação acadêmica fundamenta-se em uma concepção de ensino universitário que pretende problematizar e construir o conhecimento por meio da tecitura de redes de aprendizagem, nas quais docentes e discentes engajam-se como atores e autores do saber, estabelecendo relações de colaboração. Por isso, este blog educativo tem autoria coletiva e não se configura apenas como um espaço para a disponibilização de informações por parte da professora, mas um espaço de exposição, discussão, elaboração e síntese de "um pensar coletivo" sobre o amplo conjunto de possibilidades de aplicações de tecnologias digitais na educação.

O desafio está posto. "Saudações a quem tem coragem!!!" (Cazuza).

sexta-feira, 28 de maio de 2010

TWITER COMO UTILIZAÇÃO PEDAGÓGICA

A tecnologia ultimamente tem sido motivos para inúmeras especulações, para sua forma de utilização uma dela é a educação,tem se debatido muito como utilizar,os meus tecnológicos como recurso pedagógico,e de aprendizagem para as novas formas educação.
Um desses recursos de ensino é o twiter, visto que suas ferramentas de acesso foram se modificando de web1,web2 para web3. na primeira você apenas navegava sem interactividade,na segunda,surgiu a interactividade entre as pessoas,na web3,finalmente o usuário,pode além de interagir com os demais da rede, ainda há possibilidades de criar paginas que possam servi de debates e construções de pensamentos críticos,parti dai a possibilidade de formar junto aos alunos um jornal,um espaço,onde se possa trocar textos,atividades,que possibilitem estimular a criação dos alunos,de forma educativa sendo monitorada pelos professores,que com varias atividades textuais muitas trocas de conhecimentos haverá.Além dessa troca o twiter ficou mais veloz com essas mudanças em suas configurações,possibilitando várias páginas ao mesmo tempo e de forma a muitos manterem conectados e interagir nas atividades escolares.
Rosenilda Rodrigues de Farias