sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Acesso e uso de dispositivos móveis no Brasil

Dandara Wanessa N. G. Lira; Dione O. S. Lira; Leonice O. C. Damio; Rosicleide R. Costa; Adriano A. Correia; Luziel A. Silva; Danielli Cristina L. Silva; Tatyane Nadja Martins; Afonso Barbosa; Lebiam Tamar G. Silva.

As tecnologias da informação e comunicação estão cada vez mais presentes no nosso cotidiano, mas não é de hoje que essas tecnologias nos cercam. Vivemos em uma era globalizada onde a internet é o centro da comunicação. Fazendo uma análise histórica, muitos povos já utilizavam tecnologias, a exemplo dos egípcios que empregavam a tecnologia daquela época ao seu favor, como os sistemas de irrigação. Em todas as culturas, a tecnologia está presente. 
Mas, afinal o que é tecnologia? Tecnologia é a teoria geral ou o estudo sistemático sobre técnicas, processos, métodos, meios e instrumentos de um ou mais ofícios ou domínios da atividade humana, ou seja, técnica ou conjunto de técnicas de um domínio particular (HOUAISS, 2001 apud TOLEDO, S/D). É preciso compreender que não se fala em tecnologia só no 3º milênio. Muitos povos, no decorrer do processo civilizatório da humanidade, desenvolveram tecnologias que usamos até hoje e que, com o passar dos anos, esses inventos foram aprimorados e ganharam novas funcionalidades, adequando-se à realidade do momento. Este foi o caso dos dispositivos móveis, que hoje são uma verdadeira epidemia. Os famosos telefones inteligentes põe o mundo na palma da mão. 
Quem são as pessoas que usam a tecnologia digital móvel? Para que a usam? 
Vamos conhecer o cenário tecnológico do nosso país. O Brasil está no ranking global dos países que mais acessam a internet. Segundo o Mapa da Inclusão Digital (FGV, 2012), o número de celulares é maior que o número de brasileiros. Temos a 5ª maior base de smartphones do mundo, com 89,5 milhões de celulares inteligentes (PAIVA, 2014). Porém, dois dos motivos principais contribuem para a exclusão digital, apesar desse cenário tecnológico aparentemente favorável: (1) o desinteresse e (2) a incapacidade de uso. Um outro problema é a falta de instrução ou de educação para o uso dos dispositivos móveis e das demais tecnologias digitais. 
Quem são as pessoas que usam os dispositivos móveis e seus aplicativos (apps)? Quais os benefícios que essas tecnologias trazem? No Brasil, o número de pessoas com acesso à internet cresceu de 8% para 33% em 9 anos. Em São Caetano, cidade da região metropolitana de São Paulo, registra-se o maior índice de acesso à internet em residências, com 74% de usuários. No município do Rio de Janeiro, o maior índice de acesso registrado está entre as classes A e B. Na Barra da Tijuca, 94% das pessoas estão conectadas. Podemos a partir desses dados, perceber que quem mais acessa à internet são pessoas das classes dominantes (classes A (12%) e B (50%)), com 51% dos acessos realizados por mulheres e  49% por homens, evidenciando uma diferença tênue de gênero. A faixa etária que mais acessa é a de idade entre 25 e 34 anos com 27%. A região sudeste tem o maior índice de acessos registrado (47%). Isto se confirma na economia, pois é o maior mercado de smartphones conectados à internet no Brasil (MOBILE REPORT/IBOPE/NIELSEN, 2015). 
Para que utilizam essa tecnologia? A característica principal dos dispositivos móveis é a praticidade e funcionalidade para realização de tarefas cotidianas. As pessoas os utilizam para comprar, pagar e até namorar, pois na rede se compartilha de tudo, informação, serviços e muito mais. 
As tecnologias digitais estão por toda a parte e nos rodeiam o tempo todo. Muitas pessoas não vivem mais sem elas no mundo contemporâneo. Porém, não basta estar conectado é preciso educar para navegar. No Brasil, a grande maioria da população urbana usa os dispositivos moveis independentes de sua classe social, principalmente acesso às noticias de acontecimentos locais e mundiais. Precisamos conhecer melhor os recursos dessas tecnologias para empregá-las de modo mais eficiente em nossas vidas. O mau uso pode distanciar cada vez mais as pessoas que estão próximas. O brasileiro, atualmente, sempre muito ocupado e não educado para o uso dos dispositivos móveis, estão preferindo fazer amizades e/ou interagir com as pessoas virtualmente do que fazê-los pessoalmente. A internet móvel, usada sabiamente, pode ser uma tecnologia muito útil a humanidade. Então, como promover a educação para as pessoas nessa era digital? Desenvolvendo planos de ação comunitária principalmente para as áreas carentes através de doações e/ou criando projetos de inclusão digital para professores e estudantes da rede pública de ensino, com o intuito de facilitar o acesso das pessoas carentes ao melhor uso dos dispositivos móveis e da internet, redirecionando a ênfase dessas tecnologias para sua utilidade social e não para o consumo.
Referências: 
68 MILHÕES usam a internet pelo smartphone no Brasil. IBOPE/NIELSEN, 2015. Disponível em: http://www.nielsen.com/br/pt/press-room/2015/68-milhoes-usam-a-internet-pelo-smartphone-no-Brasil.html . Acesso em: 27 ago. 2015. 

NERI, Marcelo Cortes (Coord.). Mapa da Inclusão Digital. Rio de Janeiro: FGV, CPS, 2012. Disponível em: http://www.cps.fgv.br/cps/bd/mid2012/MID_sumario.pdf. Acesso em: 27 ago. 2015. 

PAIVA, Fernando. Brasil tem a quinta maior base de smartphones do mundo. Teletime, nov. 2014. Disponível em: http://convergecom.com.br/teletime/25/11/2014/brasil-tem-a-quinta-maior-base-de-smartphones-do-mundo/?noticiario=TT;. Acesso em: 27 ago. 2015. 

TOLEDO, José Rubens Salles. Tecnologia da Informação, DocSolution, S/D. Disponível em: docsolution.net.br/noticias/not_24_02. Acesso em: 29 set. 2015.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Politicas Educacional e Formação de Professores (UEPG)

O grupo de pesquisa em Politicas Educacional e Formação de Professores, da Universidade Estadual de Ponta Grossa-PR (UEPG) foi criado em 2003 e tem como líderes as professoras Mary Ângela Teixeira Brandalise e Beatriz Gomes Nadal. É constituído por 14 participantes, entre eles, 10 pesquisadores e 04 estudantes. O grupo tem como linha de pesquisa: Desenvolvimento profissional e trabalho docente, Formação de educadores e tecnologia educacional e Organização escolar e gestão do trabalho pedagógico. Volta-se para estudos, pesquisas, cursos, debates e publicações, que abordam a política educacional e seus desdobramentos enquanto ação estratégica que condiciona a gestão da educação. Os estudos abrangem políticas educacionais, projetos pedagógicos, programas oriundos da sociedade política, incluindo as três esferas governamentais da estrutura administrativa (federal, estadual e municipal). Interessa-se especialmente pela concepção, planejamento, implementação e/ou avaliação dos processos que envolvem o projeto pedagógico da escola e sua gestão, a avaliação educacional e institucional, a formação e atuação de gestores, o trabalho docente no espaço institucional da escola e a formação inicial e continuada de professores. As pesquisas contemplam problemáticas educacionais de ordem macro (estado, sistemas, redes), de ordem meso (escolas, instituições), até a especificidade da influência das políticas educacionais e da formação de professores na sala de aula, ou seja, no espaço educacional micro. O grupo elegeu o ENDIPE - Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino e a ANPEDSUL como os principais espaços de divulgação dos estudos e pesquisas realizados. Da mesma forma, o periódico Olhar de Professor, criado por um dos departamentos que sedia o grupo (Métodos e Técnicas de Ensino) tem sido um importante veículo de socialização dos trabalhos desenvolvidos, os quais têm sido veiculados, também, através de livros publicados. A produção, em seu conjunto, tem legitimado a participação dos pesquisadores em projetos institucionais da UEPG e do MEC no âmbito da formação continuada de professores. Em suas produções cientificas contam: 02 artigos nacionais, 26 trabalhos completos publicados em anais de eventos científicos tecnológicos e artísticos, 05 livros, 20 resumos de trabalhos publicados em anais de eventos científicos tecnológicos e artísticos. E, ainda, 06 processos de técnica sem catalogo/registro, 12 trabalhos técnicos,30 apresentações de trabalhos, 68 outros trabalhos técnicos. Acumulam 06 monografias de conclusão de curso de aperfeiçoamento/especialização, 10 trabalhos de conclusão de curso de graduação e 08 iniciações cientificas  e mais 78 demais trabalhos desenvolvidos.

Publicado por: Andrea kaline Moreira Mendonça, Deise de Jesus Dalto Santos, Elizabeth Souto de Carvalho da Silva, Valkiria de Souza Aguiar Zimbrunes.
Fonte consultada: Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq

Tecnologias Digitais na Educação Matemática (PUC-SP)

O grupo de pesquisa Tecnologias Digitais na Educação Matemática pertence à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Criado em 2008, o grupo é formado por três professores pesquisadores (Gerson Pastre de Oliveira e Celina Aparecida Almeida Pereira Abar) e 11 estudantes. No  que se refere as produções científicas, esses pesquisadores acumulam 96 produções bibliográficas, 10 artigos completos publicados em periódicos especializados (em circulação nacional), 69 trabalhos completos publicados em anais de eventos científicos, tecnológicos e artísticos, 6 livros, 8 capítulos de livros, 8 resumos de trabalhos publicados em revistas técnico-científicas, 3 produções técnicas, 182 software com registro ou patente, 19 apresentações de trabalho, 99 outros trabalhos técnicos, 64 orientações concluídas, 79 dissertações de mestrado, 49 teses de doutorado, 1 trabalho de conclusão de curso de graduação, 21 iniciações científicas e 8 demais trabalhos. O grupo é um dos responsáveis por um software do Instituto Geogebra, que é conhecido em outros países. O software está disponível no site http://www.geogebra.org, com acesso livre para qualquer pessoa baixar seus conteúdos, que vão desde o educação básica até o nível universitário. O TecMan possui também seu próprio site: http://www.pucsp.br/tecmem/. Nele, é possível obter mais informações sobre o projeto, sua história, objetivos, atividades do grupo, pesquisas etc. Alguns dos objetivos do TecMan são: o desenvolvimento de cenários de aprendizagem e o estudo do papel da tecnologia na cognição matemática. Vale salientar que este grupo de pesquisas promove atividades muito interessantes, como: palestras com alunos e professores; experiência com novas tecnologias (como exemplo: o uso de robótica) e produção de artigos. Como dito inicialmente, a articulação entre o ensino de matemática ao uso das tecnologias, nos chamou a atenção. Visto que, atualmente a tecnologia tornou-se um importante recurso para a mediação de aprendizagem, em especial na área de matemática. Assim sendo, vemos esse projeto como algo que pode contribuir para mudanças nessa realidade. Uma vez que o uso desses softwares tanto auxilia o professor em suas aulas, quanto estreita a conexão da teoria com a prática no processo de ensino e aprendizagem.


Publicado por: Ana Cristina Soares de Souza,Josefa Juliana Dantas Batista e Thaline Cabral Arruda.

Fonte consultada: Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq


Link para acesso:
http://www.pucsp.br/tecmem/
            http://www.geogebra.org.